Pular para o conteúdo principal
RedentiaRedentia
ELET3 está descontinuado. Últimos dados conhecidos abaixo, sem atualização.

ELET3

ELETROBRAS ON N1

STOCKB3

Preço atual

R$ 0,00

+0,00% hoje

Dividend Yield

-

Últimos 12 meses

P/L

-

Preço / Lucro

Market Cap

-

Valor de mercado

Resumo Inteligente

Análise rápida e objetiva para sua decisão.

Redent Score
70/100
Boa

Empresa com fundamentos sólidos e perfil interessante para a carteira.

Pontos fortes
  • Marca consolidada no setor
  • Histórico de pagamento de dividendos
  • Líder em seu segmento
Pontos de atenção
  • Endividamento acima da média
  • Margem líquida em queda
  • Crescimento moderado
Perfil ideal

Investidores que buscam renda recorrente e empresas consolidadas.

Movimentos notáveis1 evento
10 de abr+1,23%

Ibovespa renova recorde histórico aos 197 mil pontos pela primeira vez

Ver análise completa

Cotação

Carregando…

Fech. anteriorR$ 0,00
Mín. 12M
Máx. 12M
Var. 12M
Volatilidade (1A)
Free float
Ações em circulação

Compartilhar imagem

EL
ELET3ELETROBRAS ON N1
Redentia
R$ 0,00+0.00%
Capturando gráfico…
Utilities

ELET3, ELETROBRAS ON N1

+0.00%
Carregando…

Histórico de Dividendos

Pagamentos dos últimos 12 meses

Carregando…
Dividendo por ação Dividend Yield
Último pagamento
por ação
Ver histórico completo

Últimas notícias

Manchetes recentes citando o ticker.

Sem notícias no momento.

Indicadores fundamentalistas

> MÉTRICAS DE ELET3 · ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO DISPONÍVEL

Análise IA> METRICAS INTERPRETADAS

Volatilidade

> último mês

Volatilidade (último mês)
Muito Baixo
BaixoMédioAlto

Demonstrações financeiras

Último trimestre disponível · Fluxo de caixa · Balanço · DRE

Fluxo de Caixa

Carregando...

Balanço Patrimonial

Carregando...

DRE

Carregando...

Checklist Buy & Hold

Critérios para investidores de longo prazo.

Sobre a empresa

Perfil institucional, setor e descrição completa.

Logo de ELETROBRAS ON N1

ELETROBRAS ON N1

ELET3 · Código B3
SetorUtilities

A Eletrobras é a maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica da América Latina e uma das maiores do mundo em capacidade instalada. A companhia atua principalmente em geração via hidrelétricas de grande porte, geração térmica complementar, energia eólica e parcerias em projetos de energia solar, além de operar uma das maiores redes de linhas de transmissão de alta tensão do continente. A operação cobre praticamente todos os estados brasileiros, com presença particularmente forte em geração no Sul, Sudeste e Norte (com Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul como principais subsidiárias históricas).

A operação se estrutura em torno de duas grandes frentes. Geração engloba dezenas de hidrelétricas, com destaque para empreendimentos como Tucuruí (PA), Sobradinho (BA), Paulo Afonso (BA), Itumbiara (GO) e participação em Itaipu via Itaipu Binacional, totalizando dezenas de gigawatts de capacidade instalada. Transmissão opera dezenas de milhares de quilômetros de linhas em alta e extra-alta tensão, conectando geração aos centros de consumo, com receita atrelada à RAP (Receita Anual Permitida) regulada pela Aneel. A companhia também participa de projetos de geração eólica e fotovoltaica via subsidiárias.

ELET3 é o ticker das ações ordinárias (ON) da Eletrobras, controladas no passado pela União Federal e privatizadas em 2022 via desestatização que diluiu a participação do governo para minoritária e transformou a companhia em corporation com capital pulverizado. Existem também ações preferenciais ELET6, com perfil de proventos diferenciado. A Eletrobras integra o Ibovespa e tem peso relevante em índices de utilities, sendo referência para investidores em busca de exposição a setor regulado, geração hidrelétrica e à tese de geração de valor pós-privatização. As ADRs (EBR e EBR.B) são listadas na New York Stock Exchange.

Tese de investimento

Os dois lados de ELET3

A favor

A primeira vantagem da Eletrobras é a escala incomparável dos ativos. A companhia detém parque gerador hidrelétrico que levou décadas para ser construído, com investimento histórico de centenas de bilhões de reais (em valores atualizados), barragens de grande porte e participação em projetos icônicos como Itaipu (via Itaipu Binacional). Replicar esse ativo é praticamente impossível em condições atuais devido a restrições ambientais, sociais e regulatórias para grandes hidrelétricas. Esse moat estrutural protege geração de caixa por décadas.

O segundo pilar é o caso de privatização e geração de valor. A desestatização de 2022 transformou a Eletrobras de estatal em corporation, com governança profissional, gestão focada em resultado, redução de quadro funcional, otimização de portfólio (venda de ativos não-estratégicos) e capex direcionado a projetos com TIR atrativa. Casos comparáveis em outros setores e países mostram que a privatização de utilities estatais costuma destravar valor relevante via aumento de margem operacional, melhor alocação de capital e redução de pressões políticas sobre tarifas e investimentos.

A renovação de concessões via Lei 14.182 de 2022 (Lei da Eletrobras) é vetor estrutural relevante. A privatização envolveu pagamento de bônus de outorga para renovação de concessões de hidrelétricas por 30 anos adicionais sob regime de produtor independente de energia (PIE), o que liberou parte da geração da Eletrobras das tarifas reguladas anteriores e permite venda de energia em mercado livre por preços de mercado. Em ciclos de PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) elevado, isso destrava receita relevante.

Por fim, há o crescimento em transmissão e renováveis. A Eletrobras participa de leilões de transmissão da Aneel e tem pipeline em projetos eólicos e solares via subsidiárias e parcerias. A combinação de receita estável de transmissão (RAP regulada), receita variável de geração em mercado livre (PIE) e crescimento via novos projetos cria mix balanceado entre previsibilidade e potencial de upside. Para investidores em utilities brasileiras, ELET3 oferece exposição única à tese de privatização recente, escala de ativos e potencial de captura de valor em ciclo de renovação setorial.

Contra

O principal risco da Eletrobras é o regulatório e político. Mesmo após privatização, a Eletrobras opera em setor altamente regulado pela Aneel, com presença histórica de pressões políticas. A Lei 14.182 de 2022 envolveu compromissos com investimentos em programas como Reserva Hídrica do Nordeste, revitalização de bacias e descomissionamento de Angra 1, que são obrigações de longo prazo onerosas. Mudanças em regulação de mercado livre, em formação de preços de PLD ou em metodologias tarifárias podem afetar receita e rentabilidade.

O segundo risco é a complexidade da transição pós-privatização. A Eletrobras tem mais de cinco décadas de cultura estatal, com sindicatos fortes, presença em comunidades em torno de barragens, processos judiciais herdados e desafios de integração entre subsidiárias (Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul). A profissionalização de governança, redução de quadro, modernização de TI e otimização de portfólio levam anos para gerar resultado pleno, com risco de execução em qualquer ponto do processo.

Há riscos hidrológicos e climáticos. A Eletrobras tem geração majoritariamente hidrelétrica, dependente de regime de chuvas em bacias estratégicas (Tocantins, São Francisco, Madeira, Paraná). Períodos de estiagem prolongada, como vivido em 2021, reduzem geração e podem exigir compra de energia no mercado para honrar contratos, pressionando margem. Mudanças climáticas tendem a aumentar volatilidade hidrológica, com impactos em capex de adaptação (resiliência das barragens, manutenção de reservatórios).

Há também riscos contábeis e judiciais. A Eletrobras tem passivos contingentes herdados, incluindo questões trabalhistas, ambientais e de empréstimos compulsórios da década de 1970 que ainda geram ações judiciais relevantes. Provisões e desembolsos relacionados podem afetar resultado em períodos pontuais. O atrito com a União Federal pós-privatização sobre prerrogativas de minoritário relevante (golden share) e definição de poderes em decisões estratégicas é tema recorrente. Por fim, há risco cambial em parcela da dívida em moeda estrangeira e em compromissos de fornecedores internacionais para projetos novos.

Comparação

Como ELET3 se posiciona

Na B3, os pares naturais da Eletrobras são Engie Brasil (EGIE3), Cesp (incorporada à Auren AURE3), Cemig (CMIG4), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Copel (CPLE6) e Eneva (ENEV3). Engie Brasil é o par mais direto em geração com mix similar (hidro, eólica, solar) e governança privada consolidada. Equatorial e Energisa são mais focadas em distribuição com geração marginal. Cemig mantém controle estatal e tem perfil mais conservador. Eneva é especializada em geração térmica a gás. Em comparação direta, a Eletrobras tem escala muito superior em geração hidrelétrica e em ativos de transmissão.

Comparada a peers globais como Iberdrola (IBE.MC) na Espanha, Engie (ENGI.PA) na França, Enel (ENEL.MI) na Itália e NextEra Energy (NEE) nos EUA, a Eletrobras tem perfil similar em escala mas opera em mercado emergente com prêmio de risco país e moeda. O P/L histórico da Eletrobras costuma ficar entre 6 e 14 vezes, com forte oscilação ligada a expectativa de execução do plano pós-privatização e a hidrologia. Majors globais negociam tipicamente entre 12 e 22 vezes, refletindo ambientes regulatórios mais estáveis e moedas fortes.

Em produtividade operacional, a Eletrobras está em fase de melhora gradual de indicadores de eficiência operacional, com programas para reduzir custos por MW gerado, aumentar disponibilidade de plantas e modernizar infraestrutura. Em ESG, a companhia tem forte exposição a geração renovável (hidrelétrica é considerada renovável, embora com debate sobre impactos socioambientais de grandes barragens), participa de programas de descarbonização do setor e tem metas de transição para incluir mais eólica e solar. Comparada a majors europeias, ainda há cobrança maior por progresso em métricas de governança climática e por reporte de impactos sociais em comunidades atingidas por barragens.

Na B3, os pares naturais da Eletrobras são Engie Brasil (EGIE3), Cesp (incorporada à Auren AURE3), Cemig (CMIG4), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Copel (CPLE6) e Eneva (ENEV3).
Trajetória

A história de Eletrobras

1962

A Eletrobras foi criada em 1962 pelo governo federal como holding estatal para coordenar a expansão do setor elétrico brasileiro. Nas décadas seguintes, executou um dos maiores programas de construção de hidrelétricas do mundo, com obras como Itaipu (1973-1984), Tucuruí (década de 1980), Sobradinho (1979) e Paulo Afonso (várias unidades ao longo de décadas), além de incorporar empresas regionais como Furnas (criada em 1957) e Chesf (criada em 1948).

1990

A privatização da década de 1990 atingiu parcialmente o setor elétrico, mas a Eletrobras manteve controle estatal e parte de suas distribuidoras, embora distribuidoras como Light (RJ) e Eletropaulo (SP) tenham sido privatizadas separadamente. Em 1996, a Eletrobras abriu capital nas bolsas brasileiras, com listagem sob ELET3 (ON) e ELET6 (PN) na B3, e ADRs em Nova York. A presença estatal majoritária permaneceu por décadas, com gestão sujeita a pressões políticas e a definições estratégicas pelo Ministério de Minas e Energia.

2014

O período de 2014 a 2021 foi marcado por crise. As investigações da Operação Lava Jato afetaram subsidiárias e contratos de hidrelétricas e termelétricas, gerando provisões bilionárias e impactos contábeis. A Medida Provisória 579/2012, que renovou concessões de geração e transmissão a tarifas reduzidas, comprometeu margem operacional por anos. A Eletrobras enfrentou geração baixa por estiagens, dificuldades em controle de subsidiárias de distribuição (que foram alienadas) e pressões macro do setor elétrico brasileiro.

2022

A privatização foi concluída em junho de 2022 via oferta pública de distribuição secundária e primária, com diluição da União Federal para participação minoritária. A Lei 14.182 de 2022 estabeleceu o marco da desestatização, com renovação de concessões de hidrelétricas por 30 anos sob regime de produtor independente, mediante pagamento de bônus de outorga e compromissos de investimento em revitalização de bacias e programas socioambientais. A União manteve uma golden share que limita aquisição de mais de 10% das ações por um único investidor. Pós-privatização, a Eletrobras iniciou processo de profissionalização, otimização de portfólio e foco em rentabilidade, configurando uma das maiores transformações empresariais do mercado brasileiro nas últimas décadas.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre ELET3

Qual a diferença entre ELET3 e ELET6?

ELET3 são as ações ordinárias (ON) e dão direito a voto em assembleias. ELET6 são as ações preferenciais classe B (PN) e não dão voto, mas têm preferência em dividendos com regra estatutária específica. Historicamente, ELET6 paga dividendo mínimo prioritário definido em estatuto, podendo ter perfil de proventos diferenciado em alguns exercícios. ELET3 costuma ter mais liquidez. Para investidores que valorizam direito a voto, ELET3 é a escolha; para quem busca proventos minimamente garantidos, ELET6 pode ser alternativa.

Como funcionou a privatização da Eletrobras em 2022?

A privatização foi concluída em junho de 2022 via oferta pública combinada de ações primárias (novas) e secundárias (do Tesouro Nacional), diluindo a participação da União Federal para participação minoritária. A operação foi regida pela Lei 14.182 de 2022, que estabeleceu condições como renovação de concessões de hidrelétricas por 30 anos sob regime de produtor independente (PIE), pagamento de bônus de outorga e compromissos de investimento em revitalização de bacias hidrográficas. A União manteve uma golden share com poder de veto em decisões específicas.

Quando a Eletrobras paga dividendos?

A Eletrobras tem distribuído proventos com base em política definida pelo conselho pós-privatização, sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), com pagamentos geralmente anuais ou semestrais. Os anúncios saem após divulgação de resultados, e o cronograma é publicado no site de relações com investidores. A política de remuneração ainda está em fase de consolidação pós-privatização, com tendência de aumento gradual do payout conforme execução do plano de transformação.

Qual o dividend yield histórico de ELET3?

O dividend yield de ELET3 foi historicamente baixo no período pré-privatização, frequentemente abaixo de 3% ao ano, devido a payout restrito e distribuição limitada. Pós-privatização de 2022, há expectativa de aumento gradual do yield conforme melhora operacional e amadurecimento do plano de transformação, com perspectiva de DY entre 5% e 10% em ciclos favoráveis nos próximos anos. Compromissos de investimento estabelecidos pela Lei da Eletrobras limitam payout no curto prazo.

Como a hidrologia afeta ELET3?

A Eletrobras tem geração majoritariamente hidrelétrica, dependente de regime de chuvas em bacias como Tocantins, São Francisco, Madeira e Paraná. Em períodos de estiagem prolongada (como 2021), a geração cai e a companhia pode precisar comprar energia no mercado spot (PLD) para honrar contratos, pressionando margem. Em períodos de hidrologia favorável, a geração aumenta e a companhia pode vender excedente em mercado livre, capturando preços altos. A volatilidade hidrológica é fator macro relevante para o resultado.

Como funciona o regime de produtor independente (PIE) para a Eletrobras?

A Lei 14.182 de 2022 permitiu que a Eletrobras renovasse concessões de hidrelétricas por 30 anos sob regime de produtor independente de energia (PIE), em vez de cotas reguladas. Sob PIE, a companhia pode vender a energia gerada em mercado livre, com preços negociados em contratos bilaterais ou exposição parcial ao PLD. Isso destravou potencial de receita das hidrelétricas, especialmente em ciclos de PLD elevado, mas também adicionou volatilidade ao resultado, dependendo de hidrologia e dinâmica de mercado.

ELET3 é boa para uma carteira de longo prazo?

ELET3 oferece exposição única à tese de privatização da maior elétrica da América Latina, com potencial de geração de valor via melhora operacional e otimização de portfólio. Para carteiras de longo prazo, é adequada para investidores que aceitam volatilidade ligada à execução do plano de transformação, hidrologia e ciclo regulatório. Costuma compor entre 3% e 8% do book de ações brasileiras, ao lado de outras utilities como Engie, Equatorial e Taesa. Tem perfil de tese de turnaround mais que de renda passiva imediata.

Qual o papel das subsidiárias Furnas, Chesf e Eletronorte?

Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul são as principais subsidiárias operacionais da Eletrobras, responsáveis por parte significativa da geração e transmissão da companhia. Furnas atua principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com hidrelétricas como Itumbiara e Furnas. Chesf opera no Nordeste, com Sobradinho, Paulo Afonso e Xingó. Eletronorte cuida da região Norte, com destaque para Tucuruí. Eletrosul atua no Sul. A Eletrobras está em processo de simplificação societária pós-privatização, com objetivo de reduzir complexidade operacional e tributária.

Assistente IA

Dúvidas sobre ELET3?

Pergunte qualquer coisa, resposta em ~3 segundos.

© 2026 Redentia. Todos os direitos reservados.